
Olá.
Ontem Quarta passada fui ao lançamento da tradução para pt-br do livro “Tempo Fechado” de Bruce Sterling.
Pessoalmente nunca li um livro dele mas tenho referências suficientes para faze-lo assim que possível.
Estava ciente do assunto do livro por uma pesquisa rápida na rede e fui mesmo com a intenção de ouvir e começar a entrar em sintonia com o pessoal de Sci-Fi aqui de sampa.
Mas não foi bem assim.
Por motivos desconhecidos (acredito o transito infernal que se instaurava quarta ontem na cidade) não muitas pessoas compareceram (pelo visto, pessoas interessadas no assunto do livro: três) e algumas que devem ter recebido a chamada pelo apelo “meteorologico” da mesa (aiaiai…).

Começando.
Acabou desenrolando uma coisa até que informal, como as estranha no ninho eram nossas queridas pesquisadoras então acabou sendo uma ótima oportunidade para três nerds (geeks ou seja lá como nos chamam) colocarem especialistas na parede e tirar o máximo de informação sem que pareça estranho teorizar sobre o cinturão de Van Allen e outros por menores em efeitos climáticos (sobre Van Allen, logo explico sobre isso).
A mesa sobre “Mudanças Climáticas, Ficção e Realidade no Futuro da Humanidade” (descobri aqui) estava sendo composta pelo Douglas da Devir (mediador), Dra. Rita Yuri Ynoue (meteorologista) e Dra. Leila Vespoli de Carvalho (climatologista).
Na plateia existia a minha pessoa, e o editor da coluna de Sci-Fi do Terra Roberto Souza Causo acompanhado por uma mulher (que não tive tempo de conhecer), um outro “jovem” (que ficou quieto o tempo todo) e uma dupla de “mulheres” (desculpe.. mas não sabo até agora se a srta tinha pipi ou não) e um tiozinho (que chegou lá pra depois do meio da mesa).

Primeiro colocamos no muro nossas “senhoras do tempo” e fizemos as perguntas clichês de como que é a meteorologia no Brasil e no mundo, como funciona, etc (muito interessante alias, mas não vou entrar em detalhes).
Em seguida tivemos uma explicação por demais explicativa sobre a formação, o funcionamento de tornados, e sua incrível dinâmica monstruosa. E claro, por pouco não cometemos o erro de misturar furacões com tornados, um erro tão comum que realmente achava que eram ao contrario (nota: Furacões são GRANDES e podem ser identificados por satélites, etc. Já os Tornados são os “pequenos” [aqueles do filme "Twister"])
Debatemos sobre “Um dia depois de Amanha”, “Twister”, “Caçadores de Tornados”, “nuvem vermelha de jupiter” e “F6″. Tudo de forma bem dinâmica e proveitosa, porque não é todo dia que você tem profissionais de gabarito de uma área tão especifica para amolar com perguntas e hipóteses malucas, não é?
Como pelo transito a mesa começou atrasada e eu precisava encontrar com minha namorada, tive que sair as 9:00pm bem a tempo de evitar mais questões chatas sobre “orçamento” e “santa catarina/catarina(furacão)/Katrina” (que já haviam tido umas questões levantadas antes mas que foram forçadas novamente pelo tiozinha e as duas “srtas do parque do Iberapuera” ). Em resumo, não sei se perdi algo de mais interessante depois, mas sem dúvida sai na hora que as coisasa estavam começando a ficarem chatas.
Fica uma nota mental de “ler livros do tio Bruce” e uma sensação incrível de que eu realmente adoro o cheiro podre desse tipo de leitura.
Atémaisver
Yanes